Relógio sem rosto
Poemas. Prêmio Claudio Willer de Poesia 2025, da União Brasileira de Escritores. Prefácio de Jayme Serva. Patuá/UBE, São Paulo-SP, 2025
O trabalho de Carlos Machado é, antes de tudo, rigoroso.
Tanto no verso livre quanto naquele metrificado (que notável
é seu soneto “Peixe”, com versos de oito sílabas, metapoema
que termina com o terceto: O que está dentro não se mede:/
o metro não desveste o lobo/ nem cura o medo dos cordeiros),
mostra um domínio notável da forma. O uso das rimas internas,
por exemplo, em poemas de verso livre, como “Corpo”, é
constante, enquanto assume o verso branco, sem rimas, em
poemas de métrica rígida. Em suma, baila nas possibilidades
formais do verso, sempre com um domínio claro de todas elas,
demonstrado pela fluência com que faz correr os poemas em
suas diferenças e na identidade que as integra.
O que este Relógio sem rosto mostra é um poeta que domina
sua arte, que tem a fluência do navegador – aquele que
sabe como virar as velas a cada rumo que o vento toma –, mas
que sabe, ao devido tempo, que o vento faz o que quer.
Nessa ventania em que vive a poesia, Carlos Machado se
mostra marinheiro e almirante.
Lançamento: Relógio sem rosto
A coletânea Relógio sem rosto será lançada em:
- São Paulo
Data: quinta-feira, 06/08/2026, às 19h
Local: Livraria Patuscada
Rua Luís Murat, 40
CEP 05436-050 - Vila Madalena - São Paulo, SP
Sobre Relógio sem rosto
Dividido em três partes ("Equinócios", "Canções em tom menor" e "Eu contra mim"),
este livro de Carlos Machado reúne poemas nos quais se destaca um tom marcadamente lírico. Relógio sem rosto
conquistou o primeiro lugar no Prêmio Claudio Willer de Poesia 2025, da União Brasileira de Escritores (UBE).

Poema “Passarinho”, in Relógio sem rosto (2025)