Amigas e amigos,
Esta é a edição n. 565, a última de 2025, iniciando o ano 24 do boletim. No dia 12 deste mês, o poesia.net completou
23 anos em circulação. Nunca é demais repetir que isso aconteceu graças a dezenas de poetas e milhares de leitores. Aproveito a
ocasião para agradecer a todas e todos.
Neste número, que encerra o ano, conforme já se tornou tradição, faço o balanço do período.
Durante o ano de 2025, o boletim apresentou 18 edições focadas em um/a único/a autor/a e duas coletivas. Destas, a primeira
(n. 554) reuniu nove poetas, com poemas
extraídos da Antologia do Poema em Prosa no Brasil (Ateliê Editorial/ Unicamp, 2025), organizada pelo poeta e ensaísta
Fernando Paixão.
A outra edição coletiva foi a n. 557, que exibiu
quatro poemas já publicados anteriormente no boletim, com autores escolhidos ao acaso.
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Em relação aos 18 boletins focados em poetas individuais, vale destacar alguns aspectos. Pela primeira vez, o número
de poetas mulheres (10 a 8) superou o de poetas homens. Outro ângulo celebrável está no fato de que
seis edições (30% do total) mostraram autores nunca antes citados em nossa publicação. Entre esses estreantes no boletim,
encontram-se quatro brasileiras e a angolana Ana Paula Tavares, vencedora do Prêmio Camões deste ano.
Também apareceu pela primeira vez no boletim o poeta paraibano Chico Pedrosa, que na verdade representou uma dupla estreia:
a dele mesmo, como autor, e ainda a de seu gênero poético, a poesia de cordel. Sem a menor dúvida, seu poema “Briga na Procissão”
é um dos mais criativos textos da poesia tradicional nordestina.
Vale ainda destacar: o último boletim do ano foi dedicado à poeta mineira Adélia Prado, que completou 90 anos no dia 13/12,
um dia após o aniversário do poesia.net.
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Com 23 anos na nuvem (no mundo digital, cada ano deve valer pelo menos uns três ou quatro), o poesia.net continua disponível
em várias plataformas: 1. distribuído gratuitamente por e-mail a assinantes;
2. no site
Alguma Poesia; e 3. oferecido à leitura em duas redes sociais,
Facebook e
Instagram.
Na coluna ao lado, você encontra os links para todos os boletins de 2025, armazenados no site Alguma Poesia.
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Em relação aos assinantes, que recebem o poesia.net por e-mail, estes continuam em permanente retração. Conforme já disse aqui,
trata-se de uma tendência irreversível. Na verdade, o próprio e-mail tornou-se um recurso em decadência, ferido mortalmente pela multiplicação
das redes sociais. A cada edição, recebo como resposta o desaparecimento de vários endereços de e-mail.
Mas não é só isso. Recebo também mensagens explícitas de leitores pedindo o cancelamento da assinatura. Eis aí mais um motivo pelo qual sugeri
acima ser o poesia.net uma publicação idosa (mas, a esta altura, sem deixar de ser va-idosa). Atualmente, o total de assinantes,
que um dia já passou de 5 mil, agora não chega a 3 mil.
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A todos os leitores, apresento meu agradecimento por mais um ano de convivência poética. Por fim, vamos todos com pé firme para 2026. Ou,
se quisermos, com os dois pés na porta, com os pés na jaca, na areia ou onde seja mais alegre, proveitoso e conveniente.
Um abraço, e até fevereiro.
Carlos Machado
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